Autorização e legalidade
Toda a operação ofensiva decorre apenas com autorização expressa, escrita e datada do cliente, nos termos da legislação moçambicana e do direito internacional aplicável.
Princípios operacionais
A cibersegurança exige capacidade técnica — mas essa capacidade só ganha valor quando enquadrada em princípios éticos, legais e operacionais claros. São estes os princípios que guiam cada decisão da ICS.
Seis princípios
Aplicamos estes princípios de forma consistente, independentemente do porte do cliente, setor ou complexidade da operação.
Toda a operação ofensiva decorre apenas com autorização expressa, escrita e datada do cliente, nos termos da legislação moçambicana e do direito internacional aplicável.
Evidências, credenciais e indicadores são tratados com cadeia de custódia formal, acesso need-to-know e confidencialidade perpétua.
Relatórios acionáveis, priorizados por risco de negócio, com plano de remediação mensurável e ligação clara aos objetivos estratégicos do cliente.
Defendemos a capacidade de cada cliente e do próprio país operar com autonomia sobre os seus sistemas. Não criamos dependências desnecessárias.
Partilhamos metodologia, ferramentas e decisões com o cliente. A equipa interna tem acesso a tudo o que for relevante para a sua operação futura.
Cada engajamento procura elevar a competência técnica da equipa interna do cliente. Transferência de conhecimento é prioridade, não opção.
Regras operacionais
Os princípios abstractos só ganham significado quando traduzidos em regras concretas de operação diária. São estas as regras inegociáveis da ICS.
Deontologia
As operações ofensivas exigem um nível de cuidado especial. Aplicamos regras deontológicas explícitas, comunicadas ao cliente e registadas em contrato.
Compromissos com o cliente
Em cada operação, a equipa da ICS assume como dadas várias obrigações que, noutros contextos, seriam consideradas opcionais: confidencialidade perpétua, cadeia de custódia formal, revisão por par dos relatórios, transferência de conhecimento à equipa interna e disponibilidade para auditoria externa.
Estes compromissos não são «valor acrescentado»: são o piso. A discussão comercial começa acima deste piso, sobre o âmbito, a profundidade e a duração do envolvimento — nunca sobre a presença destes fundamentos.
É isto que significa, na prática, cibersegurança credível em Moçambique: um parceiro que aplica o mesmo rigor exigido pelos melhores centros de operações do mundo, com enquadramento na lei nacional e com compromisso com o desenvolvimento do talento local.
Princípios ↔ contrato
Se um cliente achar que algum destes princípios é excessivo, provavelmente não somos o parceiro certo — e dizemo-lo com franqueza.